Chave 1 – Conheça a si mesmo
Muito frequentemente as pessoas perdem o senso de sua própria identidade
na identidade da organização, ou pelo menos, no papel que elas
desempenham na organização. Isto significa que elas estão presas com
feracidade, a uma identidade falsa – o passado. Se elas forem privadas
do passado é como se elas não existissem também.
Então o primeiro passo é retornar a nossa própria compreensão do eu. É
importante que cada um de nós entenda que nós somos seres humanos
únicos, com pontos fortes, qualidades, talentos e habilidades que são
valiosas. Uma vez que tenhamos reconhecido isso, também é muito
importante focarmos nossa atenção nesses aspectos regularmente, pois
isso nos capacita a nos fortalecermos. É a partir deste alicerce que
podemos nos mover adiante com grande confiança. É também útil conhecer
nossas áreas de vulnerabilidade, de modo que seja possível
potencializá-las a fim de que elas não nos façam cair neste caminho,
rumo à transformação.
Chave 2 – Não existe tal coisa como um erro, apenas feedback
Hoje em dia, tantos estão amedrontados em tentar algo novo devido ao
medo de falhar. E, neste mundo em transição, faz se preciso tentar, de
modo que se possa encontrar caminhos. A noção de falha, de insucesso nos
faz sentir como tolos, sendo criticado pelos outros, ou julgado como
errado e, portanto, excluídos. Quando percebemos que realmente
que não existe tal coisa como falha, experimentamos a liberdade de
expressão criativa. Tudo na vida é um processo de experimentação. Sempre
que tentamos algo, recebemos sinais ou feedbacks que demonstram se o
que tentamos funcionou ou não. Geralmente, estamos inclinados a desistir
de todo o processo quando deveríamos tomar fôlego e verificar os
componentes de nossa tentativa. Que partes funcionaram, que partes não
funcionaram? Então, resta-nos, simplesmente alterar as partes que não
funcionaram. Nada de falhas, mas apenas feedback.
Chave 3 – Sonhe… Mas não durma!
A maioria de nós esqueceu como sonhar, como imaginar como nossas vidas
poderiam ser. Trocamos nossa capacidade criativa por segurança. Hoje em
dia, as mudanças que estão acontecendo no mundo são, simplesmente, o
despertador universal nos despertando, nos convidando a nos lembrar de
nossos sonhos e esperanças. Qual seria minha vida ideal – não em termos
específicos de trabalho, carro, casa e companheiro. Ao invés disso,
preciso imaginar a qualidade de minha vida, o preenchimento que o
trabalho me traz, o amor presente em meus relacionamentos, a segurança
que possuo em todos os níveis. É o momento de perceber que, além
de nós que somos os arquitetos de nossas próprias vidas, existe uma
inteligência muito maior e mais ilimitada atuando no universo, e ela
irá superar nossas expectativas se confiarmos nela. Quanto mais
mantermos o sonho em nossa consciência, mais nos tornamos alerta para
as coincidências ou sincronicidade que estão acontecendo ao nosso redor,
com o objetivo de nos levar na direção do nosso sonho. (Conte-se o seu
sonho por escrito e leia-o três vezes por dia como uma forma de se
relembrar da vida que você está criando com a ajuda do drama da vida).
Chave 4 – Quando as regras não mais se aplicam, apenas os princípios permanecem
As regras, através das quais costumávamos viver e trabalhar, estão
desintegrando. Muitas já não mais relevantes, mas ainda assim, não
queremos trocar as velhas regras pelas novas. Precisamos de diretrizes que jamais mudem, não importa quantas vezes reinventemos a nós mesmos e nossas organizações.
Estas diretrizes são nossos valores – valores pessoais e valores com os
quais concordamos em nossas organizações. Quando ninguém sabe o que
fazer (o que é muito comum hoje em dia, não importa sua posição na
hierarquia), podemos recorrer aos nossos valores, para definir o caminho
a seguir. Identificar comportamentos que teríamos após absorver tais
valores é um bom método para nos mantermos no trilho durante a transição
para esta nova maneira de tomar decisões.
Chave 5 – Cada um de nós nasceu para servir
Cada um de nós na raça humana está aqui para contribuir com outros seres humanos. Cada um de nós tem alguma coisa peculiar e única que podemos fazer melhor do que qualquer outra pessoa.
Como por exemplo, trazer conforto para aqueles que estão sofrendo, ou
alegria para a vida das pessoas, ou clareza para situações confusas, ou
soluções práticas para problemas.
Quando reconhecemos nosso propósito de ser e combinamos isto com uma
atitude de contribuição ou serviço, então, a experiência que temos em
nossas vidas é de felicidade. E é claro que, a premissa básica de
ação/reação, aquilo que se planta se colhe aplica-se, e uma vida de
serviço tem como recompensa profundo preenchimento e profundo senso de
propósito.
Este propósito serve como leme em momentos cruciais de mudança.
Chave 6 – Não está destinado que viajemos sós
Às vezes, ainda que tenhamos vontade de fugir das pessoas, especialmente
quando não temos um bom relacionamento com elas, isto não é possível.
Faz parte do jogo que estejamos nos relacionando, em contato com outros.
Contudo, devido a nossa insegurança por não sabermos quem realmente
somos (veja chave 1), acabamos nos afastando dos outros e com isto,
limitamos nossa capacidade de aprender. O método mais destrutivo que
optamos para fazer isto, é o de julgar, criticar a nós mesmos e aos
outros. Ao primeiramente aceitar a nós mesmos por quem somos, do jeito
que somos, seremos capazes de aceitar outros como eles são, com seus
pontos fortes e fracos. Ao entender que podemos apenas mudar a nós
mesmos, será fácil perceber que cada um doa o melhor de si, naquele
momento. Quanto mais nos experimentamos como sendo moldados pela
vida ao invés de criticados pelo que somos, mais motivados estaremos em
começar o processo de autotransformação. Quando não mais nos sentimos
sob pressão, o sentimento de estarmos seguros e portanto, preparados
para perceber nossos próprios pontos fracos. Este fato é
praticamente universal em sua aplicação. Há o ditado, ‘diga a alguem
quais são suas especialidades e no espelho de suas especialidades eles
verão suas próprias fraquezas’.
Chave 7 – Mantenha-se nutrido para ser capaz de nutrir suas metas
Hoje há uma ênfase excessiva nas ações como agente de nosso destino.
Esquecemos de que somos a energia presente por detrás da ação, e que, se
estivermos mal nutridos não podemos ter a expectativa de que nossas
ações sejam tão frutíferas quanto deveriam ser. Há total desentendimento
em relação a tempo, prazo de entrega e estar ocupado. Estamos correndo
atrás do tempo, ao passo que tudo de que precisamos é reconectar com
nosso próprio centro de poder e o tempo se tornará nosso servo. Tudo em
nossa vida está absolutamente relacionado ao nosso próprio estado
interno. Quando criamos tempo (porque certamente ele não vai
sobrar) para encontrar estabilidade interna ao criar momentos de
silêncio em nossas vidas, torna-se evidente como as situações em nossas
vidas se reconfiguram para refletir o centro de quietude. A vida se
torna mais saudável e ordenada, fluindo com facilidade e precisão.
Esta é a mais importante das 7 chaves, porque sem silêncio não é
possível compreender as outras chaves completamente. Cada um de nós
merece nutrir bem sua vida, e ninguém mais pode fazer isto por nós. Nós
mesmos temos que fazer isto. Contudo isto significa tornar isto uma
prioridade. Certamente vale a pena experimentar. Tente e veja o que
acontece.
Caroline Ward, iniciou sua carreira em Artes Cênicas e
em 1997 fundou a empresa de consultoria em mudanças About People.
Caroline pratica e ensina meditação há mais de 15 anos. Caroline foi uma
pioneira ao trazer a Inteligência Espiritual e a arte às empresas na
Austrália, ganhando uma reputação por ter sido capaz de atrair os
corações e as mentes de pessoas em todos os níveis de uma organização.
Ela promove treinamento de liderança, continua envolvida e trabalha com o
programa internacional de mulheres, As quatro faces da mulher.
Foto: disponibilizada por Clix
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